Love Light in Flight

22/05/2016 § Deixe um comentário

Domingo

22/05/2016 § Deixe um comentário

Calma

Nada Me Faltará

03/04/2016 § Deixe um comentário

“Como eu seguiria meus dias com esse vazio? Mas não! Não é isso. A verdade, caso realmente queira saber, a verdade é que o que eu senti realmente foi alívio.
Ok.
Eu estou me lixando para elas. Me entende, doutor?
Claro.
Eu estou cagando pra elas. … Elas não representam nada pra mim. … Não fazem falta nenhuma.
E você não acha que isso seja uma defesa?

Eu não sinto nada por elas.

Elas não fazem, absolutamente, falta nenhuma.

No fundo, doutor, para ser sincero, não consigo sentir afinidade ou emoção alguma em relação a nenhuma criatura. Será que você consegue entender isso, doutor? Será que este lugar pode suportar isso?

Acho que precisamos nos aprofundar nessa questão. Só que já estamos na nossa hora. Eu queria te propor uma coisa.
Você não respondeu a minha pergunta, doutor.
Paulo, este lugar pode comportar tudo o que você expressou. Pode ficar tranquilo quanto a isso. Posso te fazer uma proposta?”

trecho de Nada me Faltará, do Lourenço Mutarelli, que, a despeito da forças de alguns dos diálogos e do ritmo do texto, faltou em responder muita coisa, e nem falo de ter um final tradicional, no qual tudo fosse esclarecido, mas de conexões entre certos fatos e das motivações dos envolvidos. Enfim…Apesar disso, a novela vale a pena.

Coffee smell and lilac skin

03/04/2016 § Deixe um comentário

jeff

Como você era lindo… [via Mystery White Boy ]

Thankful

06/03/2016 § Deixe um comentário

Ease my sadness

Jeito de Matar Lagartas

06/03/2016 § Deixe um comentário

“Na cozinha, amparou-se na pia para não cair, sabia que, se caísse, o jantar estaria terminado. A imagem do leitãozinho era agora a do filho, o Juninho, com duas azeitonas pretas nos buracos do nariz e duas orelhinhas tenras, boas de serem mastigadas, acompanhadas de um gole de sauvignon blanc. E ela achou que o rôti era um pedaço da coxa de Juninho, tão lindinho no caixão, todo rodeado de flores, o corpo tão morninho quando ela o segurou ainda na rua, para ver a frialdade ir se espalhando, até que ele a olhou fixamente sem mais vê-la. Dona Magdala não conseguiu segurar o choro e deu quase um berro, como o da dor diante do caixão entrando na gaveta do cemitério, naquela tarde tão feia de abril. As pessoas acorreram à cozinha e a encontraram vergada, com a mão na barriga, como se estivesse morrendo envenenada, agachada, diante do forno aberto. A pintura do rosto estava desfeita, os cabelos molhados de suor, como se ela tivesse acabado de correr uma maratona. Ela tentava falar da tristeza que é um leitãozinho morto numa balança de mercado, mas não conseguia.

O resto da noite foi de silêncio absoluto, todos na sala, um ou outro pigarro por causa do vinho que de repente se tornara seco demais, enquanto dona Magdala, deitada em sua cama, medicada por um dos convidados, tentava balbuciar as palavras que ficaram a noite toda presas em sua garganta, com a certeza de que nunca mais faria rôti de porco, com ou sem batatas bravas.”

trecho de “Batatas Bravas”, um dos contos do ótimo Jeito de Matar Lagartas, do Antônio Carlos Viana, cujos outros textos mal posso esperar para ler.

Interessados encontram o livro neste site que a Tatá me apresentou meses atrás.

Gato de biblioteca

06/03/2016 § Deixe um comentário

cat librarian.jpg

Aguardando ansiosa o dia em que  Silas, o gato, passará a dormir menos e a se interessar mais pelos livros.

Do Book Lovers Never Go to Bed Alone.

Onde estou?

Você está navegando atualmente a Vida estoica categoria em Felicidade estoica.