Voragem

30/08/2015 § Deixe um comentário

“- Se o que afirma for verdade, peço milhões de desculpas. Não imagina quanto tenho rezado para que minhas suposições se provem erradas. Mas antes de me acusar de pensar bobagens, não será melhor questionar a própria consciência? É capaz de afirmar com segurança que nada faz de errado?

– Por que essa insistência hoje? Sabe muito bem que a beleza de Mitsuko me atraiu e que essa foi a causa da nossa amizade. Você mesmo disse que, se ela era tão bonita, queria que também conhecê-la, não disse? É natural que as pessoas se sintam atraídas por uma pessoa bonita. E, quando uma mulher sente atração por outra, está amando um objeto de arte. Se considera isso pouco sadio, só posso afirmar que você é menos ainda.

– Mas, se a amasse como a um objeto de arte, não precisaria trancar-se com ela num quarto, podia vê-la na minha presença … Por que esse estranho constrangimento toda vez que chego? Para começo de conversa, não me agrada nem um pouco que se chamem mutuamente de ‘maninha’ quando nem são irmãs de verdade.”

trecho do emocionante Voragem, da minha nova paixão japonesa, o Junichiro Tanizaki [ desculpe, Kawabata ], por quem eu ando totalmente encantada.

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