Uma Solidão Ruidosa

30/08/2015 § Deixe um comentário

“Enquanto isso , a parede estava guarnecida com vinte fardos, um comboio de vinte vagões a caminho do elevador de serviço, cada um aceso com luz de girassol , e ainda me restava um cilindro cheio de ratos amassados, que, tal qual o rato judiado pelo gato brabo, não tiveram chance de guinchar, já que a natureza piedosa gerou um horror que destruiu toda e qualquer sensação de segurança, um horror mais intenso do que a dor, e os puniu no momento da verdade. Isso nunca deixou de me espantar, até que, certo dia, de repente, me senti belo e sanidade depois de tudo o que vi e que passei , de corpo e alma, numa solidão ruidosa demais, e lentamente fui percebendo que meu trabalho estava me arremessando de cabeça em um infinito campo de onipotência.”

trecho de Uma Solidão Ruidosa, do Bohumil Hrabal, que devia ser uma pessoa muito divertida e cuja morte seguiu a mesma tendência, digna do Dumb Ways to Die.

Anúncios

Marcado:, , , , , , , , ,

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

O que é isso?

Você está lendo no momento Uma Solidão Ruidosa no Felicidade estoica.

Meta

%d blogueiros gostam disto: