Clean Heart

29/04/2015 § Deixe um comentário

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Juliet, Nua e Crua

13/04/2015 § Deixe um comentário

“Annie fizera a seguinte pergunta no último email que mandara para Tucker: O que a gente faz quando acha que desperdiçou quinze anos da vida?

Ainda não recebera resposta, possivelmente por causa do torvelinho doméstico que ele insinuara da última vez que escrevera, de modo que precisara enfrentar o problema sozinha. Atualmente, trabalhava com a premissa de que tempo era dinheiro. O que ela faria se acabasse de perder 15 mil libras? Parecia-lhe que havia duas alternativas: esquecer ou tentar recuperar o dinheiro. E era possível recuperar isso de das formas: ou da pessoa que lhe subtraíra o dinheiro, em primeiro lugar, ou tentando compensar a perda de outras maneiras… vendendo coisas, apostando num cavalo ou fazendo muita hora extra.

Obviamente, essa analogia só era útil até certo ponto. Tempo não era dinheiro. Ou melhor, o tempo de que ela está falando não podia ser transformado em dinheiro, como os serviços de um advogado ou de uma prostituta. Ou melhor (um último ‘ou melhor’, caso contrário ela precisaria admitir que toda essa forma de pensar em dinheiro não estava funcionando), teoricamente até podia, mas ninguém lhe pagaria. Ela poderia bater à porta de Duncan (quer dizer, de Gina!) e exigir compensação pelo tempo que desperdiçara com ele, mas o valor seria difícil de calcular. E, de qualquer modo, Duncan era um duro. Só que Anne não queria dinheiro, ela queria de volta aquele tempo, para gastar em outra coisa. Queria ter vinte e cinco anos de novo.”

trecho de Juliet, Nua e Crua, do Nick Hornby, que fui deixando pro final da fila e lendo [ mais alguém esperava mais do final, principalmente da transição entre os dois últimos capítulos? ] só agora [ pois é…], quando o Funny Girl já chegou a esta casa.

Biblioteca em casa

12/04/2015 § Deixe um comentário

bibliotecas

Do post do Casa de Valentina sobre bibliotecas particulares.

Why Do We Try

09/04/2015 § Deixe um comentário

Tanto tempo depois, e eu ainda fico assombrada pela elegância e o frescor do Black Radio 1. Quanto amor pelo Robert e cia.

Na praia

07/04/2015 § Deixe um comentário

na praia

Não gosto de praia, mas moços lendo, não importa onde, é sempre uma boa pedida. Vi aqui.

Um Homem sem Pátria

05/04/2015 § Deixe um comentário

“- Não acha que este é o Asilo Lunático do Universo?

– Kurt, não acho que expressei uma opinião neste ou naquele sentido.

– Estamos matando este planeta como sistema de sustentação da vida com toda a orgia termodinâmica que fazemos com a energia atômica e os combustíveis fósseis e tudo mundo sabe disso e praticamente ninguém está ligando. Somos loucos a este ponto.

Acho que o sistema imunológico do planeta está tentando se livrar de nós com a AIDS e novas variedades de gripe e tuberculose e coisas do tipo. Acho que o planeta deveria se livrar de nós. Somos animais realmente terríveis. Quero dizer, aquela canção boba da Barbra Streisand, ‘People who needs people are the luckiest people in the world‘ [ ‘Pessoas que precisam de outras pessoas são as mais sortudas do mundo’] – ela está falando de canibais. Muito para comer. Sim, o planeta está tentando se livrar de nós, mas acho que é tarde demais.

E me despedi do meu amigo, desliguei o telefone e sentei-me para escrever este epitáfio: ‘A Boa Terra — poderíamos tê-la salvo, mas fomos muito medíocres e preguiçosos.”

trecho de um pequenos textos ou “microensaios” do divertido e lúcido Um Homem Sem Pátriado Kurt Vonnegut.

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