My Little Brown Book

26/02/2015 § Deixe um comentário

Da série Discos da Vida.

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Mahler

17/02/2015 § Deixe um comentário

“O movimento está maravilhosamente cheio de contrastes: nostalgia romântica, como quando o sujeito principal retorna pela primeira vez (uma passagem acima da qual Mahler escrevinhou na partitura ‘Ó dissipados dias de juventude! Ó dissipado amor’), desafio trágico (heroico), quietude sobrenatural, um clímax de desespero, fanfarras de trompetes em surdina e uma profética e extraordinária coda em que a orquestra é reduzida a um pequeno grupo de instrumentos solistas brincando com fragmentos de temas e um solo de trompa nos leva de volta a um mundo musical mais simples, enquanto o tema do ‘adeus’ se desintegra lentamente.

Mahler tinha sido tão profundamente afetado pelos poemas de Bethge que sentiu, de forma clara, não se terem esgotado no ciclo de canções sinfônicas as possibilidades musicais oferecidas por aqueles: a Nona Sinfonia é, portanto, uma extensão de Das Lied, quase um comentário sinfônico sobre ele.

Com que força isso foi transmitido, é evidente da reação de Alban Berg, expressa em carta à sua esposa no verão de 1910. Mahler emprestara-lhe a partitura. ‘O primeiro movimento é a coisa mais celestial que Mahler até hoje escreveu’, disse Berg. ‘É a expressão de um amor excepcional à terra, o anelo por viver nela em paz, por desfrutar da natureza em suas profundidades – antes que a morte chegue. Pois ela chega irresistivelmente. Todo o movimento está impregnado de premonições de morte.'”

trecho de Mahler, do Michael Kennedy, sobre o celestial [melhor termo] primeiro movimento da Nona Sinfonia, cuja apresentação pela Filarmônica daqui foi um dos pontos altos das noites do ano passado.

Quarto

17/02/2015 § Deixe um comentário

quarto

Via.

Another Life

08/02/2015 § Deixe um comentário

Que retorno.

Cozinha Confidencial

05/02/2015 § 4 Comentários

“Deitado na cama e fumando meu sexto ou sétimo cigarro da manhã, estou me perguntando que diabo vou fazer do meu dia. Ah, sim, tenho de escrever esta coisa. Mas isso não é trabalho, não de verdade, não é mesmo? Parece-me um tanto suspeito e … desonesto ganhar uns trocados escrevendo. Escrever qualquer coisa é uma espécie de traição.

Até mesmo um relato frio dos fatos – o que não é exatamente o que tenho feito — não é a coisa em si. E os eventos acabam de uma forma ou outra diminuídos pela narração. Uma terrina perfeita de bouillabaisse ou aquela primeira ostra fundamental, arrancada da Bassin d’Arcachon, ficam ambas vulgares, menos nítidas em minha memória, depois que as ponho no papel.

Se por acaso omiti algumas coisas, ou não fui cuidadoso nos detalhes, como nas aventuras do Estupendo Steven Tempel ou no meu capítulo “Um dia em minha vida”, isso não tem tanta importância. Nossas ações através do tempo e do espaço parecem meio triviais quando comparadas a um punhado de carne cozida no caldo, ao cheiro do açafrão, do alho, de espinhas de peixe e Pernod.”

trecho do incrível e um dos livros mais gostosos de todos os tempos Cozinha Confidencial, do Anthony Bourdain, com quem eu quero passar horas conversando e comendo.

E, para quem anda interessado na “literatura de comida”, o ótimo e divertidíssimo tumblr “Minhas Refeição“, que a Tatá me apresentou dias atrás.

Onde estou?

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