Milonga del Angel

24/08/2014 § Deixe um comentário

Deus, que coisa linda!

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A Morte do Gourmet

23/08/2014 § Deixe um comentário

“Jamais conseguirão me tirar da mente que legumes crus com maionese têm algo de fundamentalmente sexual. A dureza do legume se insinua na untuosidade do creme; não há, como em diversas preparações, química pela qual um dos dois alimentos perde um pouco de sua natureza para se casar com a do outro, e, assim como o pão e a manteiga, torna-se na osmose uma nova e maravilhosa substância. Ali, a maionese e os legumes permanecerem perenes, idênticos a si mesmos mas, como no ato carnal, enlouquecidos por estarem juntos. Quanto à carne, tem um ganho extra; é que seus tecidos são friáveis, despedaçam-se sobre os dentes e se enchem de condimento, de tal modo que aquilo que mastigamos assim, sem falso pudor, é um coração de firmeza aspergido de aveludado. A isso se soma a delicadeza de um sabor sempre igual, pois a maionese não comporta nada picante, nenhuma pimenta e, como a água, surpreende a boca com sua neutralidade afável; e, depois, os matizes requintados das ondas dos legumes: o picante insolente do rabanete e da couve-flor, o doce aguado do tomate, a acidez discreta dos brócolis, a generosidade da cenoura na boca, o anis crocante do salsão… é uma delícia.”

trecho de A morte do gourmetda Muriel Barbery, que narra, em prosa elegantíssima — e estimulante de apetite — os dois dias que antecederam a morte do crítico gastronômico Pierre Arthens e seu drama para sentir, pela última vez, um sabor que ele não sabe onde ou em que encontrar.

No Ordinary Love

15/08/2014 § Deixe um comentário

Que versão MATADORA.

Contos da Palma da Mão

11/08/2014 § Deixe um comentário

“Pensando no que causaria maior prazer a esse tipo de homem, ele lhe ordenou que calçasse o sapato no pé dela, como um escravo faz para uma rainha.
Ele segurou o sapato dourado com ambas as mãos e, erguendo-o, apertou-o na testa com todo o respeito e ajoelhou-se aos pés dela.
Ela estremeceu. Sentiu um intenso prazer.
Achava que seria engraçado, mas nada disso: era uma cerimônia solene, como se Deus conferisse alma ao ser humano. Sentiu o estremecer do homem absorto.
O ser dançante retornara aos pés dela.
No instante em que sapato tocou seu pé, ela se transformou em uma rainha dos sonhos.
Pensava em dar um chute na face dele com o sapato, dizendo: ‘burro!”; no entanto, quando ele terminou de calçá-la, ela sabia que, do dorso pé, aos poucos, ele………, mas deixou que ele continuasse …ndo. Pois ela compreendia que, também no interior do rapaz, um ser diferente dele estava em ação frenética.”

trecho de “Os Sapatos de Dança”, um dos contos reunidos no belíssimo, delicado e marcante Contos da Palma da Mão, do Yasunari Kawabata.

Funk for Your Ass

11/08/2014 § Deixe um comentário

Porque, apesar de ser segunda, há sol.

Jazz

11/08/2014 § Deixe um comentário

jazz

Foto do Terry Richardson.

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