O Leitor Comum

16/02/2014 § 1 comentário

“Com certeza, então, se pedimos a este grande mestre da arte de viver que nos conte seu segredo, ele nos recomendará que nos recolhamos à sala íntima de nossa torre e lá fiquemos a folhear as páginas dos livros, a perseguir fantasia após fantasia enquanto elas se seguem umas às outras pela chaminé, e deixar o governo do mundo para os outros. Recolhimento e contemplação – estes devem ser os principais elementos de sua prescrição.

Mas não; Montaigne não é de qualquer maneira explícito. É impossível extrair uma resposta clara e simples daquele homem sutil, meio sorridente, meio melancólico, com suas pálpebras pesadas e a expressão sonhadora e zombateira.

A verdade é que a vida no campo, com alguns livros e verduras e flores, é quase sempre extremamente insípida. Ele nunca pôde ver que suas ervilhas verdes eram muito melhores que as de outras pessoas. Paris foi o lugar que mais amou no mundo –‘jusques à ses verrues et à ses taches’  [até às suas verrugas e às suas sardas ].”

trecho de “Montaigne”, um dos textos da Virginia Woolf, reunidos nO Leitor Comum. Destaque para os artigos sobre o Conrad, “Joseph Conrad”, que me encheu de vontade de ler Coração das Trevas, e sobre sua apaixonada admiração pelos russos, “O Ponto de Vista dos Russos”.

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