Letter to Hermione

22/01/2014 § Deixe um comentário

A cada audição, eu amo mais o Black Radio 1. PQP, que disco!

Dia do Victor

21/01/2014 § Deixe um comentário

victor níver
Feliz aniversário pra ele, que, por me dar tantas alegrias no ano passado, entrou para sempre para a lista de musos [ que hoje inclui ainda Rodrigo Levino, Daniel Galera e os Michaels, C. Hall e o Fassbender ].

Felicidades também — e paciência — para todos nós, alvinegros, em ano de Autuori e retornos de Renan Oliveira e André.

I Didn’t Know About You

19/01/2014 § Deixe um comentário

Para ouvir lendo: “I Didn’t Know About You”, composição do Duke Ellington e do Bob Russell, cantarolada pelo Lee Anderson para Jean Asquith, durante uma dança.

Vou Cuspir no Seu Túmulo

19/01/2014 § Deixe um comentário

“Acho que Tom poderia ter vendido a casa; com o dinheiro seria possível causar alguns aborrecimentos para a família Moran, talvez acabar com um deles, mas eu não queria impedi-lo de agir segundo suas ideias. Eu agia a meu modo. Ele tinha um bocado desses preconceitos de bondade e de divindade na cabeça. Era honesto demais, o Tom, e isso prejudicava. Ele acreditava que, fazendo o bem, colhia-se o bem, ora, quando isso acontece é apenas uma coincidência.

Só há uma coisa que conta, se vingar, e se vingar da maneira mais completa possível. Eu pensei no garoto, que era ainda mais branco do que eu. Quando o pai de Anne Moran soube que ele flertava com sua filha e que eles saiam juntos, aquilo não se arrastou por muito tempo.

Mas o garoto nunca tinha saído da cidade; eu tinha passado mais de dez anos afastado e, em contato com pessoas que não conheciam minha origem, consegui perder aquela humildade abjeta que nos deram pouco a pouco, como um reflexo, aquela humildade odiosa, que fazia os lábios feridos de Tom proferirem palavras de piedade, aquele terror que levava nossos irmãos a se esconderem ao ouvir os passos do homem branco.

Mas eu sabia muito bem que, tomando sua pele, o subjugaríamos, pois ele fala demais e se trai diante daqueles que julga seus semelhantes. Com Bill, com Dick, com Judy, eu já havia conseguido meus pontos. Mas dizer para eles que acabavam de ser ludibriados por um negro, isso não me ajudaria em nada. Com Lou e Jean Asquith eu teria minha revanche sobre os Moran e sobre todos os outros. Dois por um. E eles não acabariam comigo como haviam feito com meu irmão.”

trecho de Vou Cuspir no Seu Túmulo, romance intenso e sujo do Boris Vian, de quem eu já deveria ter lido A Espuma dos Diasmas como preferir uma história de amor fofinha a uma busca por vingança recheada de sexo, sangue e jazz?

Take the red pill

18/01/2014 § Deixe um comentário

pílula vermelha

“You take the red pill – you stay in Wonderland, and I show you how deep the rabbit hole goes.”

Via.

O Mal-Estar na Civilização

12/01/2014 § Deixe um comentário

“Daí que, motivados pela intenção terapêutica, frequentemente somos obrigados a combater o Super-eu, e nos empenhamos em fazer baixarem suas exigências. Recriminações idênticas podem ser feitas às reivindicações éticas do Super-eu cultural. Também este não se preocupa se é humanamente possível cumpri-las. Supõe-se, isto sim, que para o Eu do ser humano é possível psicologicamente tudo aquilo de que o incumbem, que o Eu tem domínio irrestrito sobre o seu Id. Isto é um erro, e também nos chamados homens normais o controle sobre o Id não pode ir além de certos limites.

Exigindo mais, produzimos no indivíduo rebelião ou neurose, ou tornamos infeliz. O mandamento ‘Ama teu próximo como a ti mesmo’ é a mais forte defesa contra a agressividade humana e um belo exemplo do procedimento antipsicológico do Super-eu cultural. O mandamento é inexequível; uma tão formidável inflação do amor só pode lhe diminuir o valor, não eliminar a necessidade.

A civilização negligencia tudo isso; recorda apenas que quanto mais difícil o cumprimento do preceito, mais meritório vem a ser ele.  Mas quem segue tal preceito, na civilização atual, põe-se em desvantagem diante daquele que o ignora. Que poderoso obstáculo à cultura deve ser a agressividade, se a defesa contra ela pode tornar tão infeliz quanto ela mesma!”

trecho d’O Mal-Estar na Civilização, do Freud, que mostra o quanto estamos sem saída. Para quem for se animar a ler pela tradução do Paulo César de Souza — tem uma edição pela Penguin/Cia. das Letras, e outra, no volume 18 das obras completas –, atenção para a deliciosa 17ª nota de rodapé, com menção ao Heine.

Só Vejo a Criola

07/01/2014 § Deixe um comentário

Onde estou?

Você está atualmente visualizando os arquivos para janeiro, 2014 em Felicidade estoica.