I Don’t Know Why I Love You

22/11/2013 § Deixe um comentário

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A Invenção da Solidão

22/11/2013 § 2 Comentários

“Num dia, há vida. Um homem, por exemplo, em perfeita saúde, nem sequer é velho, sem nenhum histórico de doenças. Tudo é como era, e sempre será. Ele segue de um dia para o outro cuidando das suas coisas, sonhando apenas com a vida que se estende à sua frente. E então, de repente, acontece que há morte. Um homem solta um pequeno suspiro, tomba da cadeira, e é a morte.

O inesperado da coisa não deixa espaço para nenhum pensamento, não dá nenhuma chance para a mente procurar uma palavra capaz de consolar. Somos deixados sem nada a não ser a morte, o fato irredutível de nossa própria mortalidade. A morte após uma longa doença é algo que poderíamos aceitar com alguma resignação.

Mesmo a morte acidental podemos atribuir ao destino. Mas um homem morrer sem nenhuma causa aparente, um homem morrer apenas porque é um homem, nos leva para tão perto da fronteira invisível entre a vida e a morte que não sabemos mais de que lado estamos. A vida se transforma em morte e é como se essa morte tivesse possuído essa vida o tempo todo: a vida para. E pode parar a qualquer momento.”

início do bonito e muito recomendado A Invenção da Solidão, do Paul Auster, em que ele tenta descobrir, na primeira parte do livro, quem era seu pai, em reflexões e reuniões de lembranças, logo após sua morte.

Quem se animar a ler e for fazê-lo pela edição de 2004 da Cia. das Letras [ ao que consta é a última impressão, e o livro está esgotado em todas as livrarias e na editora ], atente para a descrição da relação do Sam Auster, o pai, com dinheiro, na página 63.

Dia do Jeff

17/11/2013 § Deixe um comentário

Feliz aniversário, meu querido.

Entrelace

17/11/2013 § Deixe um comentário

tatuados
Vi aqui.

Nature Feels

10/11/2013 § Deixe um comentário

And it’s all you, and it’s only me…

O Escritor e Sua Missão

09/11/2013 § Deixe um comentário

Termino de ler, gastando mais tempo do que o esperado, O Escritor e Sua Missão — Goethe, Dostoiévski, Ibsen e outros, do Thomas Mann, reunião de 12 textos seus sobre colegas de ofício.

À impossibilidade de copiar todo o livro, disponível para visualização parcial aqui, reproduzo trechos mais bacanas de três artigos: o primeiro sobre o lindo e muso Tchekhov, “Ensaio sobre Tchekhov”; a bacana comparação entre Nietzsche e Dostoiévski e a influência das perturbações psicológicas dos dois sobre suas obras, “Dostoiévski, com moderação”; e, por fim, uma fanfarronice do Gerhart Hauptmann, em texto com o nome do autor — de que não tinha ouvido falar até então.

“A atitude imperiosa – e, no entanto, equívoca –  do profeta [ Tolstói ] o irrita. ‘Ao diabo com a filosofia dos grandes deste mundo”,  escreve ele. ‘Todos os grandes  são sábios são despóticos  como os generais e mal-educados como os generais, pois estão invictos de sua impunidade.’ Isso diz respeito principalmente a Tolstói, quando este se pôs a ofender os médicos,  chamando-os de ‘patifes inúteis’.

Pois Tchekhov era médico, médico por paixão, um homem de ciência e que acreditava nela enquanto poder gerador de progresso, grande inimiga das condições miseráveis, esclarecedora de mentes e corações;  e a sabedoria da ‘resistência ao mal”, da ‘resistência passiva’, o desprezo à cultura e ao progresso que o poder se permitia eram para ele lorotas reacionárias. Por mais poderoso que alguém possa ser, nunca se deve lidar com problemas importantes como um ignorante — e é disso que acusa Tolstói.

‘A moral de Tolstói não me comove mais; no fundo do meu coração, não gosto dela’, escreveu Tchekhov. ‘Tenho sangue de camponês e não me impressiono com virtudes camponesas. Desde jovem, sempre acreditei no progresso. A reflexão sóbria e o senso de justiça me dizem que há mais amor ao homem na eletricidade e no vapor do que na castidade e no jejum.”

***

“Doença: antes de mais nada, tudo depende de quem está doente, quem está louco, epilético, paralítico — uma pessoa medianamente tola, em cujo caso a doença prescinde do aspecto intelectual ou cultural, ou um Nietzsche, um Dostoiévski. Em ambos os casos, aquilo que resulta da doença é mais importante e estimulante para a vida e sua evolução do que qualquer normalidade aprovada do ponto de vista médico.

A verdade é que a vida nunca prescindiu da doença, e dificilmente haverá uma afirmação mais idiota do que ‘a doença só pode gerar coisas doentias.’ A vida não é suave com as pessoas, e podemos dizer que ela prefere mil vezes a doença criativa, doença que doa genialidade, doença que enfrentará os obstáculos a cavalo, saltando de rocha em rocha com audaz embriaguez, à saúde que anda a pé.”

***

“Quando nos livrávamos deles, flertava com a garçonete, acusando-a de não o amar de verdade.  Era apenas uma pobre mulher. Mas, cheio de Baco, ele enxergava uma Helena  em cada  mulher. [ HAHAHAH ] E para mim é inesquecível a postura ereta e digna com a qual costumava passar pelos funcionários do hotel que sorriam devotadamente quando voltávamos para lá.”

By Your Side

07/11/2013 § Deixe um comentário

Sade, demorando tempo demais para lançar outro disco, se esquecendo de que: já não somos jovens.

Onde estou?

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