Há Prendisajens com o Xão

27/10/2013 § Deixe um comentário

“com asa de borboleta se construiu a primeira palavra amarela.essa certeza me aquece muito o coração e por aí posso emprestar-me a cor do sol _ que inventa o calor. palavra amarelada ou ainda não, é uma explosão inofensiva, para isso haja um vulcão em cada ser. oiçamos: manga de tão doce já causa arrepios, mesmo só escutada; avermelhamento _ pode ser de cara ou coração, mas remete para encabulações amorosas; supremaproximação _ de tom inventoado, pode acusar erotismos ou suados contactos.
ora oiçamos combinações: beijo alinguado logo se prevê humidades, tudo fugindo para degustação; mão na mão _ nasça assim um novo calor, uma amizade também; desconstruir um chão que pode ser interno, assim dificílimo de esculpir ao contrário, dada a dureza.
comecei assim: como asa de borboleta nasceu a primeira palavra amarela. (mas) para dizer amarela convém ter a boca suja com terra. para assistir ao nascimento de uma palavra convém esperar dentro do chão. para esperar dentro de um chão convém já conhecer uma borboleta _ para perguntar o caminho das suas asas.”

Borboletabirinto, poema do Há Prendisajens com o Xão, do Ondjaki.

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