Há Prendisajens com o Xão

27/10/2013 § Deixe um comentário

“com asa de borboleta se construiu a primeira palavra amarela.essa certeza me aquece muito o coração e por aí posso emprestar-me a cor do sol _ que inventa o calor. palavra amarelada ou ainda não, é uma explosão inofensiva, para isso haja um vulcão em cada ser. oiçamos: manga de tão doce já causa arrepios, mesmo só escutada; avermelhamento _ pode ser de cara ou coração, mas remete para encabulações amorosas; supremaproximação _ de tom inventoado, pode acusar erotismos ou suados contactos.
ora oiçamos combinações: beijo alinguado logo se prevê humidades, tudo fugindo para degustação; mão na mão _ nasça assim um novo calor, uma amizade também; desconstruir um chão que pode ser interno, assim dificílimo de esculpir ao contrário, dada a dureza.
comecei assim: como asa de borboleta nasceu a primeira palavra amarela. (mas) para dizer amarela convém ter a boca suja com terra. para assistir ao nascimento de uma palavra convém esperar dentro do chão. para esperar dentro de um chão convém já conhecer uma borboleta _ para perguntar o caminho das suas asas.”

Borboletabirinto, poema do Há Prendisajens com o Xão, do Ondjaki.

That’s What My Heart Needs

27/10/2013 § Deixe um comentário

Melhor trilha sonora para dias nublados de fim de ano.

Para ver

27/10/2013 § Deixe um comentário

ver

Foto da Nicola Odemann, que roubei, na cara dura, do Don’t touch my moleskine. Passando por lá, não deixe de ouvir a mixtape feita pela Giuliana Viscardi.

Discurso do Método

17/10/2013 § Deixe um comentário

“Depois disso, eu descrevera a alma racional, e havia mostrado que ela não pode ser de maneira alguma tirada do poder da matéria, como as outras coisas a respeito das quais falara, mas que devem claramente ter sido; e como não é suficiente que esteja alojada no corpo humano, assim como um piloto em seu navio, salvo talvez para mover seus membros, mas que é necessário que esteja junta e unida estreitamente com ele para ter, além disso,sentimentos e desejos parecidos com os nossos, e assim compor um verdadeiro homem.

Afinal de contas, eu me estendi um pouco aqui sobre o tema da alma por ele ser um dos mais importantes; pois, após o erro dos que negam Deus, que penso haver refutado suficientemente mais acima, não existe outro que desvie mais os espíritos fracos do caminho reto da virtude do que imaginar que a alma dos animais seja da mesma natureza que a nossa, e que, portanto, nada temos a recear, nem a esperar, depois dessa vida, não mais do que as moscas e as formigas; ao mesmo tempo que, sabendo-se quanto diferem, compreende-se muito mais as razões que provam que a nossa é de uma natureza inteiramente independente do corpo e, consequentemente, que não está de maneira alguma sujeita a morrer com ele; depois, como não se notam outras causas que a destruam, somos naturalmente impelidos a supor por isso que ela é imortal.”

trecho do Discurso do Método, do Descartes, em que é apresentada a síntese do argumento da imortalidade da alma.

Destaque para a recomendação, no começo da quinta parte, para que os não versados em anatomia se dessem ao trabalho, antes de acompanhar as lições sobre a circulação do sangue, “de mandar cortar diante deles o coração de um grande animal que possua pulmões, já que é em tudo parecido com o do homem.”

Ramblin’ Woman

14/10/2013 § Deixe um comentário

Que grande disco o Jukebox.

Vem pra rua, Beethoven!

10/10/2013 § Deixe um comentário

Bancos são, na maioria das vezes, apenas grandes filhos-da-mãe que se enriquecem às custas de nosso [ parco ] dinheiro. Eventualmente, algum deles faz algo que presta, como o Banco Sabadell, da Espanha, que, em comemoração a seus 130 anos de fundação, patrocinou apresentações, em estilo flash mob, da Orquestra Simfònica del Vallès e de corais da região.

Acima, o resultado de um desses concertos, e uma das interpretações mais bacanas e emocionantes deste trecho da Nona — oferta antiga da Taís.

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