O Crocodilo

07/07/2013 § Deixe um comentário

“– Ivan Matviéitch, meu querido, então você está vivo? – balbuciou Ielena Ivânova.
— Vivo e com saúde – respondeu Ivan Matviéitch – e, graças ao Altíssimo, fui engolido sem qualquer dano. Preocupo-me apenas com o fato de como os meus superiores vão encarar este episódio, pois, tendo recebido uma passagem para o estrangeiro, fui parar dentro de um crocodilo, o que não tem lá muita graça…
— Mas, meu querido, não se preocupe em ser engraçado; em primeiro lugar, é preciso esgravatar você de algum modo para fora daí – interrompeu-o Ielena Ivânova.
— Esgravatar! – exclamou o patrão. Eu não vou permitir esgravatar crocodilo. Agora, virá ainda muito mais publicum, vou pedir funfzig copeques, e Karlchen não precisará mais comer.
— Gott sei dank – acudiu a patroa.
— Eles têm razão – observou tranquilamente Ivan Matviéitch. O princípio econômico em primeiro lugar.”

trecho do divertido e absurdo O Crocodilo, conto inacabado do Dostoiévski em que um funcionário público é engolido pelo réptil que dá título à história. A edição da Editora 34 traz ainda Notas de Inverno sobre Impressões de Verão, registros impagáveis de viagens do escritor à Europa Ocidental, especialmente pela França. Totalmente demais os comentários sobre o casamento e o amor dos parisienses.

Dá pra ler os dois textos, não sei se na íntegra, aqui.

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