O Prazer do Texto

28/05/2013 § Deixe um comentário

“O texto é um objeto fetiche e esse fetiche me deseja. O texto me escolheu, através de toda uma disposição de telas invisíveis, de chicanas seletivas: o vocabulário, as referências, a legibilidade, etc; e, perdido no meio do texto (não atrás dele ao modo de um deus de maquinaria) há sempre o outro, o autor.

Como instituição, o autor está morto: sua pessoa civil, passional, biográfica,desapareceu; desapossada, já não exerce sobre sua obra a formidável paternidade que a história literária, o ensino, a opinião tinham o encargo de estabelecer e de renovar a narrativa: mas no texto,de uma certa maneira,eu desejo o autor: tenho necessidade de sua figura (que não é nem sua representação nem sua projeção), tal como ele tem necessidade da minha (salvo no “tagarelar”).”

trecho do lindo O Prazer do Texto, do Barthes, que interessados leem aqui. Como é gostoso pensar na leitura como uma fonte de gozo físico.

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