No Mineirão

24/04/2013 § Deixe um comentário

mineirão

Porque domingo é dia de futebol, com a irmã e outras 48 mil pessoas de bom gosto — e caráter.

Send It On

23/04/2013 § Deixe um comentário

faixa do Voodoo, disco delícia do D’Angelo, que, ao que consta, está de volta.

Como se Casa, Como se Morre

22/04/2013 § Deixe um comentário

“E levam uma vida bem feliz. Têm a sorte de não ter filhos; filhos iriam perturbá-los. O comércio deles prospera, a pequena loja cresce, as vitrines se enchem de joias e pêndulos. É Louise que toma conta do negócio. Ela fica, durante horas, no balcão, sorrindo para os clientes, assegurando-lhes que jóias fora de moda foram fabricadas na véspera; à noite, com a pena na orelha, verifica as contas.

Muitas vezes, passa o dia inteiro correndo os quatro cantos de Paris, por causa das encomendas. Toda a sua existência transcorre na preocupação constante com o comércio; a mulher desapareceu, resta apenas uma caixeira ativa e astuciosa, sem sexo, incapaz de um descuido, com a idéia fixa de aposentar-se com cinco ou seis mil francos de renda, para ir comê-los, em Suresnes, numa casa construída em forma de chalé suíço.

Por sua vez, Alexandre demonstra uma serenidade absoluta, uma confiança cega em sua mulher. Ele ocupa-se apenas com os trabalhos de relojoaria, com o conserto de relógios e pêndulos; e parece que a própria casa é um grande relógio, cujos ponteiros eles acertaram entre si para sempre. Jamais irão saber se se amaram. Mas sabem, com toda certeza, que são sócios honestos, ávidos pelo dinheiro, que continuam a dormir juntos para evitar uma dupla lavagem de lençóis.”

trecho de um dos pequenos contos do delicioso Como se Casa, Como se Morre, do Émile Zola, cuja adaptação para o cinema vi numa aula de sociologia, no primeiro período de Comunicação, há distantes oito anos.

Quem não se animar a comprar a bonitinha edição da Editora 34, encontra a mesma tradução aqui.

Quarto

19/04/2013 § Deixe um comentário

quarto

Vi aqui.

Anjos Caídos

18/04/2013 § Deixe um comentário

“Em sua maravilhosa sátira The Vision of Judgement (A visão do juízo), Byron fez um
atraente retrato de Satã:

Mas fechando o cortejo desta brilhante hoste
Um Espírito de aspecto diferente agitava
Suas asas, como nuvens de trovoada no céu de uma costa
Cuja praia deserta é freqüentemente coberta com destroços –
Seu semblante era como o Alto-Mar quando açoitado pela tempestade –
Ameaçadores e insondáveis pensamentos esculpiam
Eterna cólera em sua face imortal –
E onde ele fitava uma escuridão impregnava o Espaço.

Esse é obviamente um camarada sombrio mas não indigno, e, como a maioria das representações satânicas nos projetos de Byron, é o próprio Byron. Seus diabos não são alegres, como Mefistófeles em Dr. Faustus,  de Marlowe, e no Fausto, de Goethe, mas são sempre nobres, como Lord Byron, que nunca permite que os leitores esqueçam a alta linhagem de seu poeta.

Demônios e diabos em geral não são exatamente nobres, mas anjos caídos quase nunca são vulgares ou plebeus. Anjos benignos muito freqüentemente parecem confundir sua inocência com ignorância, mas anjos caídos sempre parecem ter passado por uma educação à moda antiga e uma criação correta.

Byron era um dândi e um esnobe da Regência, e pode ter inspirado a tradição visual em que anjos caídos tendem a despir os não-caídos, que de qualquer jeito estão freqüentemente nus.”

trecho de Anjos Caídos, do Harold Bloom, ensaio breve e instigante sobre anjos caídos, diabos e demônios e nossa fascinação por eles, comprado há anos e só lido agora.

Malena

11/04/2013 § Deixe um comentário

Amor infinito pelo Morricone [ gênio ]. ♥

Vinte e Quatro Horas na Vida de Uma Mulher

11/04/2013 § Deixe um comentário

“Toda essa recusa do fato óbvio de que em muitas horas de sua vida uma mulher pode ficar à mercê de forças além de sua vontade e consciência apenas disfarçava o medo do próprio instinto, do demoníaco em nossa natureza, e certas pessoas pareciam gostar de se julgar mais fortes, mais morais e mais puras do que as “fáceis de seduzir”.

Quanto a mim, eu consideraria mais honroso uma mulher seguir livre e apaixonadamente os seus instintos, em vez de, como era habitual, trair o marido nos braços dele, fechando os olhos. Foi mais ou menos isso o que eu disse, e quanto maus os outros atacavam a pobre sra. Henriette no diálogo agora escrespado, tanto mais apaixonadamente eu a defendia ( na verdade foi bem alem de meu próprio sentimento interior).”

Stefan Zweig, que, não sabia, morou no Brasil durante cerca de um ano antes de se matar, e sua luta contra a hipocrisia, em trecho de Vinte e Quatro Horas na Vida de Uma Mulher, livrinho na medida para quem com está pouco tempo e às voltas com a aridez jurídica.

Onde estou?

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