Your Heart Is As Black As Night

21/10/2012 § Deixe um comentário

Melody [ musa ] dando o tom do domingo.

Cyro & Drummond

18/10/2012 § Deixe um comentário

“Caro Cyro,

Todos os anos, no dia melancólico do aniversário de um amigo, sentimos no dever de mandar-lhe algumas palavras alegres, que disfarcem a chatice ou a tristeza da efeméride. É a razão que desculpo para o seu bondoso radiograma do dia 31. Ele me consolou bastante, mas não a ponto de me esconder esta verdade inelutável: estou ficando velho.

Uma calvície cada vez mais extensa, um apetite cada vez menos acentuado pelas coisas do mundo em que fui chamado a viver, maus dentes, mau estômago, eis aí as parcelas negativas do meu balanço, o de aniversário.

Mas você perdoará essas lamúrias de um indivíduo socialmente inúltil ( eis o que me tem impressionado ultimamente: a minha pavorosa inutilidade), que não tendo a coragem cívica do suicídio, nem a de ir lutar na Espanha ao lado da Pasionaria, se deixa ficar torpemente diante de uma mera vida de burocrata, escrevendo cartas de respostas a pedidos de encargos e de posse.

Minha vida é bastante escrota para que eu tenha a pretensão de ocultar a verdade. Você me perdoará  — e dirá amavelmente que não, que sou o grande poeta da Floresta etc. Ao que darei uma banana para V. e outra para mim e me confessarei eternamente perturbado.

Quando puder, escreva para mim, e dê notícias suas e dos amigos; sinto falta de todos. O abraço certo do

Carlos”

carta enviada pelo Drummond ao Cyro em agradecimento à lembrança de seu aniversário, em 4 de novembro de 1936. O texto é um dos 163 registros de correspondências trocadas pelos autores — e dois dos mineiros mais formidáveis já nascidos — reunidas no delicioso e fortemente recomendado Cyro & Drummond.

She’s Long Gone

16/10/2012 § Deixe um comentário

do belíssimo Brothers.

Pernas

14/10/2012 § Deixe um comentário

do pure… in a sense.

O Homem de Gênio e a Melancolia

11/10/2012 § Deixe um comentário

“O que deixa evidente a natureza ventosa do vinho é a espuma. Porque o azeite, quando ele está quente, não produz espuma; enquanto o vinho a produz muito, e o vinho negro ainda mais que o vinho branco porque contém mais calor e mais corpo. É por isso que o vinho incita as pessoas ao amor, e é com razão que se diz que Dionísio e Afrodite estão ligados um ao outro; e os melancólicos, em sua maioria, são obcecados pelo sexo. Porque o ato sexual põe em causa o vento.

A prova é o pênis, a maneira pela qual ele conhece, de pequeno que é, uma extensão rápida, porque ele se infla sob o efeito do vento. E além disso, antes que eles possam emitir esperma, nasce um certo prazer naqueles que ainda são crianças quando, bem próximos da puberdade, eles se deixam ir a esfregar seu pênis.

É claro que isso se produz porque o vento percorre os canais por onde, mais tarde, o líquido se transporta. O derramamento do esperma nos intercursos e a ejaculação, é evidente que sua origem é a impulsão que o vento exerce; tão bem que, entre os alimentos e as bebidas, são justamente reputadas afrodisíacas todas aquelas que deixam ventosa a região vizinha ao sexo”

explicação totalmente demais do Aristóteles sobre a relação entre os efeitos do vinho, a melancolia e a excitação sexual, n’O Problema  XXX,1, O Homem de Gênio e a Melancolia. 

Madrugada e Amor

07/10/2012 § Deixe um comentário

… amor e mais nada.

Outro lugar

07/10/2012 § Deixe um comentário

The best place to be is somewhere else, do this isn’t happiness.

Onde estou?

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