Bartleby, o escrivão

24/09/2012 § Deixe um comentário

“- Bartleby! Depressa, estou esperando.
Com qualquer outro homem, eu teria ficado imediatamente irado, desdenhado tudo o que viesse a ser dito e enxotado-o de maneira desrespeitosa de perto de mim. Mas havia algo em relação a Bartleby que não apenas me desarmava estranhamente, como, de um modo maravilhoso, tocava-me e desconcertava-me.
Comecei a argumentar com ele.
– São suas próprias cópias as que estamos prestes a examinar. Isso vai poupar trabalho a você, porque uma única checagem vai dar por finalizados seus quatro documentos.Sempre fazemos isso. É dever de cada escriturário ajudar a
conferir sua própria cópia. Não é assim? Você não vai falar?
Responda!
– Prefiro não responder – replicou ele num tom suave.
Tive a impressão de que, enquanto eu estivera dirigindo-lhe a palavra, ele refletira cuidadosamente sobre cada uma de minha declarações, compreendera completamente seus significados e não pudera contrariar a conclusão irresistível, mas, ao mesmo tempo, alguma consideração superior prevalecera, e ele acabara respondendo daquela maneira.”

trecho do lindo e triste Bartleby, o escrivão, do Herman Melville, que já desorganizou a programação de férias, colocando Moby Dick na lista de prioridades. A quem se interessar, o texto na íntegra a um click.

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