Tell me a Tale

29/06/2012 § Deixe um comentário

Como são boas essas coisas que a gente descobre graças ao Rodrigo Levino, muso maior desta que vos escreve.

Leonilson

28/06/2012 § Deixe um comentário

Relacione as figuras.

Desenho sugestivo e bonitinho do Leonilson, tirado daqui e enviado pela Taís.

Como Se Faz Um Processo

27/06/2012 § Deixe um comentário

“Os juristas expressam a eficácia do juízo pronunciado pelo juiz com a fórmula de coisa julgada: coisa, nesta fórmula, quer significar a matéria do juízo, ou seja, a posição da parte, ou das partes, que antes do juízo era incerta e em virtude do juízo converteu-se em certa; antes do juízo era uma coisa pendente de juízo, e depois veio a ser uma coisa julgada; e uma vez que tenha sido julgada, não se pode discutir mais sobre ela. Por isso, antigamente se dizia res iudicata pro veritate habetur [ a coisa julgada vale como verdade ]; o juiz terá se equivocado, mas seu equívoco é irrelevante porque o juiz, de acordo com a lei, não se pode se equivocar.

Por isso, as partes devem submeter-se e obeceder ao juízo do juiz.. Aqui reaparece o sentido profundo da palavra parte: o juiz, diante das partes, representa o todo, e a parte desaparece diante do todo; a parte pode contradizer a outra parte, mas não o juiz. O juiz tem em suas mãos a balança e a espada; se a balança não bastar para persuadir, a espada serve para constranger. Por isso, quando o ladrão foi condenado deve ir para a prisão contra a sua própria vontade ou pela força; quando o juiz exige do devedor que pague a letra de câmbio, se não pagar, tirem-se-lhe tantos bens quanto forem necessários para ser transformados no dinheiro necessário para o pagamento; quando o juiz ordenou a transcrição de uma venda, o conservador das hipotecas (cartórios de imóveis) a transcreve imediatamente, se bem que uma das partes se oponha a isso. Os juristas dizem a este propósito que o juízo do juiz  tem força executiva, e querem dizer com isso que, mesmo se as partes não se prestem em executá-lo, alguém intervém para fazê-lo executar pela força.”

trecho de Como Se Faz Um Processo [ haverá um bocado disso daqui pra frente ], do Francesco Carnelutti.

Sehnsucht

27/06/2012 § Deixe um comentário

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Seria Sehnsucht um equivalente alemão pras nossas saudades? Vi no Other-Wordly .

Na Pior em Paris e Londres

21/06/2012 § Deixe um comentário

“O temor da plebe é um medo supersticioso. Baseia-se na ideia de que há alguma diferença fundamental e misteriosa entre ricos e pobres, como se fossem duas raças diversas, como negros e brancos. Mas, na realidade, não existe diferença. A massa dos ricos e a dos pobres diferenciam-se por suas rendas e nada mais, e o milionário típico é apenas o lavador de pratos típico com roupa nova. Troquem-se os lugares e advinhem quem é o juiz e quem é o ladrão. Quem quer que tenha se misturado em termos iguais com os pobres sabe disso muito bem.

Mas o problema é que as pessoas inteligentes e cultas, exatamente aquelas que deveriam ter opiniões liberais, jamais se misturam com os pobres. Pois o que a maioria das pessoas instruídas sabe sobre a pobreza? Em meu exemplar dos poemas de Villon traduzidos para o inglês, o editor julgou necessário explicar o verso ‘Ne pain ne voyent qu’aux fenestres’ em nota de rodapé, tão remota é a fome da experiência do homem culto.

Dessa ignorância resulta naturalmente um medo supersticioso da plebe. O homem instruído imagina uma horda de subhomens, desejosos apenas de um dia de liberdade para saquear sua casa, queimar seus livros e pô-lo a trabalhar cuidando de uma máquina ou varrendo um banheiro.

‘Antes qualquer coisa’, ele pensa, ‘qualquer injustiça, a libertar a plebe.’ Não vê que, uma vez que não existe diferença, entre a massa de ricos e a de pobres, não se trata de libertar a plebe. A plebe, na verdade, está livre agora e – na forma de homens ricos – está usando seu poder para montar enormes moinhos de tédio, tais como os hotéis ‘elegantes’.”

trecho de grande reflexão do Orwell sobre as classes e sua relação entre si e com o trabalho.

Tua

18/06/2012 § Deixe um comentário

No vão, no não, na multidão…

Feliz aniversário, Bethânia. ♥

Cruzando o céu

18/06/2012 § Deixe um comentário

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Do this isn’t happiness.

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