The shadow of your smile

29/08/2011 § Deixe um comentário

Pra fechar o domingo.

Fofuras

28/08/2011 § Deixe um comentário

E se o Silas lesse, hein?

Vi no Book Porn, uma bela ideia.

Homem Comum

26/08/2011 § Deixe um comentário

“Eram apenas ossos, ossos dentro de uma caixa, mas os ossos deles eram dele, e ele aproximou-se dos ossos o máximo que pôde, como se a proximidade pudesse estabelecer um vínculo com eles e atenuar o isolamento causado pela perda do futuro e religá-lo a tudo o que havia ido embora.

Durante uma hora e meia, aqueles ossos foram a coisa mais importante no mundo. Eram tudo o que importava, a despeito do ambiente de decadência daquele cemitério abandonado. Na presença daqueles ossos, ele não conseguia se afastar deles, não conseguia não falar com eles, não conseguia fazer outra coisa senão ouvir o que eles diziam. Entre ele e aqueles ossos muita coisa aconteceu, muito mais do que agora entre ele e os que ainda tinha carne em torno de seus ossos.

A carne vai embora, porém os ossos permanecem. Os ossos eram o único consolo que restava para alguém que não acreditava na vida após a morte e sabia, se, nenhuma dúvida. que Deus era uma ficção, e que ela vida era a única que ele teria. Como diria a jovem Phoebe no tempo em que eles se conheceram, não seria demais afirmar que seu maior prazer agora era ir ao cemitério. Apenas ali o contentamento era possível.”

trecho do Homem Comum, do grandioso Roth,  lido uns quarenta anos antes do tempo para já ir amaciando a carne.

Jeff e a tarde

15/08/2011 § Deixe um comentário

Everybody here wants you…

A foto vem do Mystery White Boy, mais um dos tumblrs em homenagem a ele…

Até o dia em que o cão morreu

14/08/2011 § Deixe um comentário

“Desta vez foi parecido, não nasci de novo, mas acho que estou vendo as coisas com um pouco mais de clareza. E por isso tenho certeza de que quero te ver de novo. E vou te dizer por quê.  Apesar do jeito que tu me trata me magoar às vezes, tu é única pessoa com quem não me sinto sozinha. Acho que era isso que me fazia voltar toda vez pro teu apartamento.

Sabe, agora eu entendo um pouco mais a razão de tu querer ficar tão isolado lá em cima.  É tudo a mesma coisa. Isolado ou mergulhado numa multidão, no trânsito, no trabalho, a solidão é sempre a mesma, com exceção daquelas poucas, raras pessoas em cuja presença a solidão some.”

retirado do fofinho Até o Dia em que o Cão Morreu, do querido [e delicioso] Daniel Galera, indicação, claro, do Guilherme.

Hypnotic Brass Ensemble

14/08/2011 § Deixe um comentário

Que som! Que pancada!

Interessados baixam disco com a música aqui .

O direito é árido

08/08/2011 § 2 Comentários

Ainda em lua de mel com O Amanuense  Belmiro [que coisa linda!], retiro dele algumas palavras para encarar o novo semestre:

“Rápido encontro com Glicério, na Praça da Liberdade. Está muito satisfeito com o novo emprego, mais adequado à sua situação de bacharel. Perguntou-me gentilmente pela Emília e prometeu uma visita à Rua Erê. (Amabilidades: estou certo de que não virá).  A conselho de um dos companheiros, banirá a literatura de suas cogitações.

– O direito é árido, Belmiro. Lendo-se qualquer coisa atraente, perde-se a coragem de mergulhar nos tratados. Vou, pois, fazer este sacrifício.

Felicitei-o; suas palavras me indicavam que havia, afinal, encontrado um rumo. Não gostou muito da minha precipitação, receando, talvez, que, chegada essa notícia ao Silviano, este lhe cancele o diploma de clerc

– Mas isto não quer dizer que eu me afaste da roda, disse. Apenas provisoriamente (enquanto tomo gosto pela coisa) farei abstinência.”

Que dizer além de: “sim, o direito é arido” ?

Onde estou?

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