Jeff

31/07/2011 § Deixe um comentário

Da série “Musos”.

Em tempo: graças a uma moça que sigo no GReader, conheci este tumblr dedicado à memória do Jeff: http://mojopin03.tumblr.com .  A foto veio de lá.  Muito linda (o), né?

Just like I want you

31/07/2011 § Deixe um comentário

Perdoem-me os fãs de Sexual Healing e Let’s Get It On, mas, pra mim, essa é a melhor música dele, disparado. Essa batida, essa letra…hum…

Casa na praia

23/07/2011 § Deixe um comentário

Dizem que quem nasce em locais montanhosos tende a não se adaptar bem à vida no litoral. Bom, taí um lugar que me tenta – e muito! – a fazer o teste.

 

 

Moraria fácil aí. Quem não, né?

Vi no fofo Casa da Valentina.

O Amanuense Belmiro

21/07/2011 § Deixe um comentário

Afinal, são inúteis essas tentativas de análise e interpretações de nós mesmos. Há, em nós, abismos insondáveis, que jamais exploraremos, onde se recolhem, pelo tempo que lhes apraz, as combinações múltiplas, várias, tantas vezes contraditórias, que compõe as formas sucessivas de nosso espírito.

Explicar-me-ei dizendo que hoje dormimos arlequim, amanhã acordaremos pierrô. As vestes ficaram guardadas em qualquer guarda-roupa de nossas profundezas onde se amontoam peças de indumentária que variam até o infinito, e alguém no-las troca sorrateiramente, durante o sono, de acordo com um critério que nos escapa.

E esse alguém às vezes se diverte, pondo-nos de casaca e em cuecas, ou pregando-nos um rabo de papel no jaquetão. O fato é que se frustra todo o esforço enorme que despendemos para nos impor certa disciplina, certa unidade, certa coerência. À sorrelfa, algum diabo malicioso inutiliza todo o nosso trabalho, e amanhã seremos o que não queremos, e hoje somos o que ontem fôramos e não quiséramos ser mais.

trecho de O amanuense Belmiro, do Cyro dos Anjos, ótimo e lindo livro ganhado de presente em 2008 e só agora retirado da estante.

Lovin’ you, baby

04/07/2011 § Deixe um comentário

Oh I can’t get enough of you, baby.

Total e perdidamente viciada no disco do sensacional Charles Bradley. Interessados baixam aqui.

Talvez uma história de amor

01/07/2011 § Deixe um comentário

” – Vou lhe dar um conselho sobre Clara – disse Armelle.

– Pois não.

– Não tente imaginá-la. Não a fantasie. Seria um erro fatal. Pois, no dia em que a encontrar, ficará decepcionado.

– Não imaginá-la- repetiu Virgile, para enfiar bem a ideia na cabeça.

– Você não percebe, Virgile, mas é preciso se defender da sua inacreditável capacidade de imaginação.

Armelle tinha razão: Virgile imaginava as mulheres que amava. Provavelmente, aliás, amava-as justamente por imaginá-las. Ao encontrá-las, cobria-as com cores e traços que não lhe pertenciam. Se Armelle era tão próxima dele, é porque tinha consistência e mistério suficientes para não colocar em marcha a máquina criadora do amigo. Não havia nela nenhum vazio a ser preenchido.

No entanto, o alerta de Armelle era inócuo, pois, pela primeira vez, Virgile estava diante de uma mulher nitidamente inimaginável. A imaginação não brota ex nihilo; ela precisa de sinal à sua disposição, a mínima partícula ou pigmento de que pudesse se servir para compor uma pintura de Clara.

Certamente, poderia fazer dela um retrato perfeito: ela seria tudo aquilo que ele deseja encontrar em uma mulher. Mas ele estava bem precavido quanto aos riscos desse tipo de concepção. Espontaneamente, quando imaginamos o nosso parceiro ideal, desenhamos a nós mesmos, sem as lacunas ou fragilidades e com o sexo que mais nos convenha.

Trecho muito verdadeiro de Talvez uma história de amor…, do Martin Page, indicado pelo Guilherme e lido, temerariamente, durante o fim de semestre.

Onde estou?

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