A Gaivota

12/02/2011 § Deixe um comentário

 

Nina: É difícil representar a peça que você escreveu. Não tem personagens vivos.

Trepliov: Personagens vivos! Não se deve representar a vida do jeito que ela é, nem do jeito que devia ser, mas sim como ela se apresenta nos sonhos.

***

“Macha: Conto tudo isso porque o senhor é um escritor. Pode usar. Digo com toda sinceridade: se ele tivesse ficado gravemente ferido, eu não aguentaria viver nem mais um minuto. Mas sou corajosa. Tomei uma decisão: vou arrancar este amor do meu coração pela raiz.

Trigórin: De que modo?

Macha: Vou me casar. Com Miedviediênko.

Trigórin: O professor?

Macha: Sim.

Trigórin: Não entendo qual a necessidade disso.

Macha: Amar sem ter esperança, ficar anos inteiros à espera de que uma coisa aconteça… Depois que eu casar, não vou mais nem pensar em amor, preocupações novas vão abafar tudo o que é antigo. Vai ser uma transformação, sabe? Vamos tomar mais uma?”

****

“Se algum dia precisar da minha vida, venha e tome-a.”, frase da Nina para o Trigórin.

 

Tchekhov, matador como sempre, em A Gaivota, peça linda de 1895.  Interessados que consigam ler no computador — eu não dou conta– leem aqui.

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